terça-feira, 20 de abril de 2010

Direitos e Deveres na Faixa de Segurança

Aqui em Porto Alegre nossa EPTC começou uma campanha do sinal na faixa, mas infelizmente nem todos entenderam, motoristas e principalemte os pedestres. As pessoas acham que é só esticar o braço e se jogar na rua, até mesmo fora da faixa ou a alguns metros da mesma. Não é assim que funciona, o sinal é válido quando não houver sinal luminoso, no sinal lunimoso devesse esperar a vez de cada um no sinal. Nossos amigos de Brasilia tiveram o mesmo problema com a campanha de concientização sobre a faixa.
Abaixo segue parte de uma materia retirada do site do Jornal Correio Braziliense.

Atropelaram o respeito


Faixa (in)segura para o pedestre

Autor(es): Adriana Bernardes

Correio Braziliense - 01/04/2010

Treze anos após campanha de conscientização, números parciais do Detran indicam que mais gente morreu no DF em 2009 ao tentar atravessar no lugar certo. Desrespeito vem de todos os lados
No dia em que a Polícia Militar retomou a campanha de conscientização, o Correio flagrou nas vias da área central de Brasília a falta de respeito tanto de motoristas quanto de pedestres ao romperem as faixas.

Motivo de orgulho dos brasilienses, o respeito à faixa é cada vez menor no Distrito Federal. E quanto mais longe do Plano Piloto, pior para o pedestre. Em números absolutos, a quantidade de vítimas em 2009 está entre as maiores dos últimos 13 anos, quando o governo lançou a campanha de conscientização. Os dados apurados pelo Departamento de Trânsito (Detran) só serão divulgados hoje. Trata-se de um levantamento detalhado sobre o perfil das vítimas e condutores envolvidos em acidentes fatais sobre as listras criadas para serem territórios seguros para os que andam a pé.
Já no primeiro semestre de 2009, o balanço parcial dava sinais de que a situação era preocupante. Na metade do ano, já tinham sido contadas seis mortes na faixa em todo o DF, enquanto que, durante todo 2008, ocorreram oito. Um relatório preliminar ao qual o Correio teve acesso indica 12 mortes na faixa em 2009. Porém, o Detran não confirmou o número e informou que a estatística não estava fechada.
Há que se levar em conta que, em 13 anos, o número de faixas saltou de 600 para cerca de 5 mil. A frota de carros, que era de 585 mil veículos em 2000 — esse é o dado mais antigo disponível no site do Detran —, hoje é de 1.150.940. Mas, para o comandante de policiamento da PM, coronel Luiz Henrique Fonseca, o crescimento do número de faixas e de veículos nas ruas do DF não justifica o aumento das mortes. “A gente nota que falta atenção dos pedestres e motoristas. Se ambos tivessem mais cuidado, parte das mortes seria evitada”, assegura.
Diante da constatação de que motoristas e pedestres estão menos cuidadosos, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPTran) aproveita que em abril a faixa de pedestre completa 13 anos em Brasília para lançar a campanha A faixa está viva. A mobilização vai durar todo o mês e terá policiais militares em várias faixas alertando motoristas e pedestres sobre como devem agir.
A primeira etapa da campanha será de conscientização. Os militares vão relembrar as dicas de segurança (veja quadro) e lições de cidadania que fizeram de Brasília referência nacional. “Não há dúvidas de que ainda respeitamos a faixa. Aqui o pedestre ainda tem tranquilidade para atravessar na faixa. Os pais sentem-se mais seguros em relação aos seus filhos porque o motorista para. Mas temos o que melhorar”, reconhece Fonseca.
No lançamento da campanha, os grupos de Teatro Rodovia da Polícia Militar e do Teatro Lobo Guará foram às ruas. Um ator representando a faixa “puxou a orelha” de várias pessoas que atravessaram fora da linha de segurança. Envergonhadas, nenhuma delas quis comentar o deslize. O Lobo Guará fez a escolta de um grupo de pedestres, mas nem a presença dele impediu que o motorista de um carro branco cruzasse a faixa antes que as pessoas concluíssem a passagem. O Minhoca, outro personagem, também esteve lá e relembrou que as pessoas precisam descer da bicicleta para atravessar na faixa.

Flagrantes

Não é preciso observar muito tempo para ver que a cidadania dos motoristas e de pedestres, construída e fortalecida nos primeiros anos de campanha, está caindo no esquecimento. Na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, sobram flagrantes de falta de respeito de ambos os lados. A reportagem constatou situações que nem mesmo a presença de crianças sobre a faixa fizeram o motorista parar.
Foi o que ocorreu no fim da manhã de ontem, na faixa em frente ao Edifício Boulevard Center, na área central da capital. A cabeleireira Ângela Caetano Moura, 44 anos, e os dois filhos, Priscila e Pedro, ambos de 8 anos, pararam na calçada e acenaram os braços. O condutor que vinha na primeira faixa parou. Os três iniciaram a travessia. O veículo que vinha na segunda faixa de direção também parou. Mas o condutor da terceira acelerou obrigando a mulher e os dois filhos a ficarem estáticos no meio da pista.
A má conduta não surpreende Ângela Moura, que também dirige. “Alguns (motoristas) não respeitam de jeito nenhum. Quando a via é muito movimentada, você cansa de balançar o braço (gesto de sinal de vida) e ninguém para”, conta. Quando está na condição de condutora, Ângela também assiste ao desrespeito. “Às vezes, você para e o de trás, não. O risco de acidente aumenta muito”, ressalta. Os filhos da cabeleireira só vão pegar o volante daqui a 10 anos, pelo menos. Mas já têm opinião formada sobre os motoristas que desrespeitam a faixa. “ São malucos. O pedestre pode morrer atropelado”, resume Priscila.

Este flagrante relatado é muito comum aqui em Porto Alegre, então pessoal vamos aprender o que é dever de cada um, para assim podermos ter um transito mais tranquilo. Abaixo continuação da materia com o que diz a lei sobre a faixa.
O que diz a lei

Prioridade absoluta

De acordo com o Artigo 70 do Código de Trânsito Brasileiro, os pedestres que estiverem atravessando a via sobre a faixas têm prioridade de passagem. Nos locais com semáforo, os motoristas devem dar preferência ao pedestre que não tenha concluído a travessia.
O Artigo 69 é claro quanto à obrigação do pedestre. Antes de iniciar qualquer travessia, ele deve sempre observar se está sendo visto, a distância e a velocidade do veículo. Deve ainda usar a faixa sinalizada ou passagem a ele destinadas sempre que uma ou outra existir numa distância mínima de 50 metros. (AB)

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